{"id":473,"date":"2022-09-21T15:55:28","date_gmt":"2022-09-21T18:55:28","guid":{"rendered":"https:\/\/filhosdaterra.org\/?p=473"},"modified":"2023-11-17T11:09:13","modified_gmt":"2023-11-17T14:09:13","slug":"filhos-da-terra-roteiros-para-adentrar-o-brasil-profundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/filhos-da-terra-roteiros-para-adentrar-o-brasil-profundo\/","title":{"rendered":"Filhos da Terra: roteiros para adentrar o Brasil profundo"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-small-font-size\">18 de mar. de 2017<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-small-font-size\">Filhos da Terra \u00e9 um projeto autoral, a realiza\u00e7\u00e3o de um desejo: documentar e mostrar ao Brasil quem \u00e9 o povo brasileiro, como s\u00e3o suas festas e celebra\u00e7\u00f5es. Nesse sentido, o conjunto de fotografias que nos traz Eraldo Peres soma-se a uma forte linhagem de int\u00e9rpretes que buscam nossa identidade no dom\u00ednio da cultura, mais que isso, em uma cultura tradicional que teria se formado a partir de tr\u00eas ra\u00e7as, o ind\u00edgena, o portugu\u00eas e o africano. A liberalidade dos costumes e a escassez de mulheres brancas estariam na origem de todas as grada\u00e7\u00f5es de cor, da variedade fision\u00f4mica observ\u00e1vel nos mulatos, nos mamelucos , nos cafuzos e em outras misturas \u00e9tnicas. Em suma, o processo hist\u00f3rico teria se cristalizado no fen\u00f4meno da mesti\u00e7agem que se evidencia n\u00e3o s\u00f3 nos rostos mas tamb\u00e9m na cultura que esse povo det\u00e9m.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-small-font-size\">Por mais que seja um argumento fatigante e mesmo ultrapassado &#8211; pois o Brasil recebeu a partir d o s\u00e9culo XIX correntes imigrat\u00f3rias de outros europeus, \u00e1rabes e japoneses &#8211; quando se trata de compreender os folguedos e dan\u00e7as brasileiras, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que ali se encontram as tr\u00eas tradi\u00e7\u00f5es formadoras originais, a luso-crist\u00e3, a ind\u00edgena e a africana. M\u00e1rio de Andrade diz que \u201c\u00e9 sempre comovente verificar que apenas essas tr\u00eas bases \u00e9tnicas o povo celebra secularmente em suas dan\u00e7as dram\u00e1ticas\u201d (Andrade, M. 1982).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-small-font-size\">Desde o princ\u00edpio da constru\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o brasileira, a id\u00e9ia de um am\u00e1lgama das ra\u00e7as \u2013 em Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, por exemplo\u2013 vem mostrando seu rendimento simb\u00f3lico. Ainda em 1845, Von Martius, um s\u00e1bio b\u00e1varo que andou entre n\u00f3s, conquistou o primeiro pr\u00eamio em concurso promovido pelo Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico Brasileiro em torno da quest\u00e3o: como deve ser escrita a Hist\u00f3ria do Brasil. A resposta reflete bem sua posi\u00e7\u00e3o e o v\u00ednculo que mantinha com a Casa Real: seria um equ\u00edvoco escrever a Hist\u00f3ria do Brasil sem considerar a contribui\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas povos que a fizeram, o nativo, o escravo negro e o portugu\u00eas, este \u00faltimo considerado por ele o mais importante em n\u00famero (o que n\u00e3o era verdade) e em influ\u00eancia para a forma\u00e7\u00e3o do brasileiro. Essa tese, repetida e referendada in\u00fameras vezes, \u00e9 a mesma que organiza obras do porte de Casa Grande e Senzala (Gilberto Freyre, 1933) que enfatiza sobremaneira o papel do negro na vida brasileira; O povo brasileiro (Darcy Ribeiro, 1960) que busca suprir a defici\u00eancia da obra anterior no que diz respeito \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o ind\u00edgena ; ou at\u00e9 mesmo as obras de fic\u00e7\u00e3o Macuna\u00edma (1928) de M\u00e1rio de Andrade e Viva o povo brasileiro, de Jo\u00e3o Ubaldo Ribeiro ( 1984), obras que buscam a s\u00edntese de uma identidade que n\u00e3o encontrar\u00e1 nunca a unidade, que ser\u00e1 sempre arlequinal, carnavalizada, impura. Seja como for, o modelo das tr\u00eas ra\u00e7as originais tornou-se o mais persistente mito de funda\u00e7\u00e3o da nossa nacionalidade.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-small-font-size\">Outro princ\u00edpio que orienta a pesquisa de Eraldo Peres \u00e9 o da cartografia. Cartografar \u00e9 tra\u00e7ar roteiros em um mapa, um princ\u00edpio de m\u00e9todo que faz dos fragmentos pequenas unidades que ora se conectam ora se apartam. Identificar festas e celebra\u00e7\u00f5es relevantes em pontos diferenciados do pa\u00eds, cobrindo uma extens\u00e3o que vai da Amazonia aos Pampas, da Costa Atl\u00e2ntica ao Pantanal, no extremo oeste, mostrando seu v\u00ednculo com a terra, com o trabalho e com o sagrado, base de todas as festas populares tradicionais.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-small-font-size\">De fato, as regi\u00f5es culturais (Di\u00e9gues, 1960; Ribeiro, 2007) selecionadas pelo fot\u00f3grafo s\u00e3o reveladoras de um processo espec\u00edfico de ocupa\u00e7\u00e3o humana e evidenciam a exist\u00eancia de um complexo ecol\u00f3gico que inclui atividades econ\u00f4micas mas tamb\u00e9m abarca id\u00e9ias, sentimentos, estilo de vida, valores culturais n\u00e3o apenas justapostos mas que se integram, fundem seus tra\u00e7os e tornam-se vis\u00edveis principalmente nas manifesta\u00e7\u00f5es culturais. A cultura popular tradicional \u00e9 um terreno poroso, um mapa em aberto que permite a incorpora\u00e7\u00e3o, a conex\u00e3o, a montagem e o desmonte de fragmentos de diferentes origens, o que explica a multiplicidade de refer\u00eancias e as transforma\u00e7\u00f5es das festas assim como a cria\u00e7\u00e3o de novos ritos que surgem ao longo do processo hist\u00f3rico. Assim \u00e9 que a c\u00e2mera de Eraldo documenta festejos relatados desde o per\u00edodo colonial, como as marujadas, at\u00e9 o ritual da Ayahuasca, de data bem recente.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-small-font-size\">As imagens que resultam da imers\u00e3o do fot\u00f3grafo nessas paisagens e cen\u00e1rios s\u00e3o reveladoras da rela\u00e7\u00e3o existente entre os membros da comunidade, entre esta e a terra ocupada, as riquezas dispon\u00edveis e os recursos simb\u00f3licos de que s\u00e3o detentores , saberes e pr\u00e1ticas que s\u00e3o meios de preserva\u00e7\u00e3o e de transmiss\u00e3o de valores para as novas gera\u00e7\u00f5es. Afirmando o pertencimento de Eraldo Peres \u00e0 melhor tradi\u00e7\u00e3o do documentarismo, as fotografias registram e ensinam a diversidade e a riqueza da cultura brasileira, a especificidade de cada festa de acordo com a regi\u00e3o em que ocorre, como por exemplo, o Bumba-meu-boi, presente com caracter\u00edsticas distintas em todo territ\u00f3rio nacional.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-small-font-size\">Por meio das fotos \u00e9 poss\u00edvel refazer os itiner\u00e1rios de Eraldo que de flagrante em flagrante constr\u00f3i narrativas que alargam o horizonte da fotografia documental e trazem um vi\u00e9s subjetivo , uma interpreta\u00e7\u00e3o da realidade, em seus aspectos \u00e9ticos, est\u00e9ticos e sociais. Contrariamente \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o do documento como registro puro que obedece a protocolos e leis do g\u00eanero \u2013 retra\u00e7\u00e3o do fot\u00f3grafo, objetividade, frontalidade \u2013 as imagens de Eraldo Peres s\u00e3o o resultado de um fazer po\u00e9tico consciente. As composi\u00e7\u00f5es s\u00e3o cl\u00e1ssicas e equilibradas mas as figuras est\u00e3o sempre em perspectivas deslocadas (plong\u00e9e, contra-plong\u00e9e, amorce), a luz \u00e9 quase sempre a do ambiente; h\u00e1 imagens borradas tomadas em movimento e os detalhes destacados buscam valorizar a arte do povo: a imagem de Nossa Senhora Aparecida toda bordada em lantejoulas sobre fundo de cetim azul sai das costas de um brincante que define um volume em primeiro plano, em equil\u00edbrio com a igreja, em perspectiva, mais afastada. Unindo os dois volumes, varais de bandeirinhas multicoloridas contra o c\u00e9u real\u00e7am o brilho da noite.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-small-font-size\">As imagens s\u00e3o portadoras de uma po\u00e9tica discreta e sutil. Nelas, a realidade transpira sem que haja sacrif\u00edcio da imagina\u00e7\u00e3o. Retiram das partes vis\u00edveis o que h\u00e1 de invis\u00edvel e de transcendente nas festas e rituais. Nessas fotografias materializa-se uma esp\u00e9cie de for\u00e7a oculta, uma for\u00e7a decisiva que transparece na dignidade dos rostos e e das posturas, que dota de poder os participantes quando transportados para aquele mundo de magia durante as festividades, mostrando como a parcela mais pobre do povo det\u00e9m a mais rica parte da cultura espiritual desse pa\u00eds.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-small-font-size\">____<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-small-font-size\"><em>Ang\u00e9lica Madeira \u00e9 professora e pesquisadora da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) e Instituto Rio Branco.<\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-small-font-size\"><a href=\"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/blog-1\/hashtags\/angelicamadeira\/\">#angelicamadeira<\/a><a href=\"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/blog-1\/hashtags\/cultura\/\"> #cultura<\/a><a href=\"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/blog-1\/hashtags\/povobrasileiro\/\"> #povobrasileiro<\/a><a href=\"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/blog-1\/hashtags\/filhosdaterra\/\"> #filhosdaterra<\/a><a href=\"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/blog-1\/hashtags\/pesquisa\/\"> #pesquisa<\/a><a href=\"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/blog-1\/hashtags\/eraldoperes\/\"> #eraldoperes<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>18 de mar. de 2017 Filhos da Terra \u00e9 um projeto autoral, a realiza\u00e7\u00e3o de um desejo: documentar e mostrar ao Brasil quem \u00e9 o povo brasileiro, como s\u00e3o suas festas e celebra\u00e7\u00f5es. 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