{"id":467,"date":"2022-09-21T14:38:57","date_gmt":"2022-09-21T17:38:57","guid":{"rendered":"https:\/\/filhosdaterra.org\/?p=467"},"modified":"2022-09-21T15:55:47","modified_gmt":"2022-09-21T18:55:47","slug":"viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/","title":{"rendered":"Viva S\u00e3o Benedito! Os (com) passos da marujada amaz\u00f4nica"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-small-font-size\">16 de mar. de 2017<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">\u201cVou fazer uma can\u00e7\u00e3o em louvor ao santo preto<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Canta, povo bragantino: bendito, oh! Bendito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Quando chegar dezembro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Qual \u00e9 o santo que est\u00e1 no andor?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">\u00c9 S\u00e3o Benedito com Nosso Senhor.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><em>Arraial do Pavulagem<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">\u201cNavegar \u00e9 preciso, viver n\u00e3o \u00e9 preciso\u201d. Essa frase emblem\u00e1tica utilizada pelo general romano Pompeu, difundida pelos poetas Petrarca e Fernando Pessoa, traduz a import\u00e2ncia do mar no imagin\u00e1rio daqueles que tiveram sua trajet\u00f3ria associada ao universo mar\u00edtimo, a exemplo das navega\u00e7\u00f5es portuguesas e do tr\u00e1fico negreiro. Esses deslocamentos para al\u00e9m do Atl\u00e2ntico foram celebrados por obras como Os Lus\u00edadas, de Lu\u00eds de Cam\u00f5es, \u201cO navio negreiro\u201d, de Castro Alves, e diversas composi\u00e7\u00f5es que re\u00fanem um fabul\u00e1rio composto de cenas l\u00edricas e tr\u00e1gicas sobre o tema das travessias. (MADEIRA, 2005) Dentre essas express\u00f5es se destacam um conjunto de manifesta\u00e7\u00f5es culturais populares inspiradas nessa profus\u00e3o de textos e sons, folguedos marcados por dan\u00e7as e encena\u00e7\u00f5es conhecidos como Chegan\u00e7as de Marujos, tamb\u00e9m chamados de Marujadas, Chegan\u00e7as ou Fandangos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">As descobertas mar\u00edtimas, os traumas dos naufr\u00e1gios e do tr\u00e1fico intercontinental contribu\u00edram para alimentar esse imagin\u00e1rio, somados \u00e0s performances que os marujos realizavam em alto-mar, durante as longas travessias. De acordo com Josias Pires (2004), as Chegan\u00e7as de Marujos provavelmente foram gestadas na mem\u00f3ria daqueles navegantes ou, pelo menos, \u201cnasceram como um desdobramento do teatro embarcado. Era t\u00e3o pungente e extraordin\u00e1ria a experi\u00eancia das longas travessias pelo mar oceano, que os amantes da m\u00fasica e das dan\u00e7as dram\u00e1ticas trouxeram dos fatos e experi\u00eancias das navega\u00e7\u00f5es um farto material para elaborar os folguedos.\u201d (p. 77) O autor tamb\u00e9m sublinha o impacto das viagens transatl\u00e2nticas no imagin\u00e1rio das popula\u00e7\u00f5es africanas for\u00e7adas a vir para o Brasil escravocrata e a import\u00e2ncia dos afro-brasileiros na difus\u00e3o desses folguedos. Para tanto, reconhece o fato de muitas marujadas terem S\u00e3o Benedito por padroeiro, historicamente com o culto associado \u00e0s popula\u00e7\u00f5es negras; a presen\u00e7a do personagem \u201cmarujo\u201d em manifesta\u00e7\u00f5es elaboradas por africanos e descendentes (a exemplo das estrofes cantadas por Congos e Congadas); e a defer\u00eancia ao \u201cmarujo\u201d em alguns candombl\u00e9s de caboclo e da na\u00e7\u00e3o Angola (esp\u00e9cie de mensageiro que viveu entre \u00edndios e negros e transita entre os mortais e os encantados), como ind\u00edcios dessas mem\u00f3rias constru\u00eddas nas travessias do Atl\u00e2ntico Negro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Essas manifesta\u00e7\u00f5es est\u00e3o presentes em diversas regi\u00f5es litor\u00e2neas brasileiras, existindo tamb\u00e9m em algumas localidades entrecortadas por \u00e1guas doces. De norte a sul do pa\u00eds, se mant\u00eam vigorosas, retroalimentando um imagin\u00e1rio popular brasileiro e portugu\u00eas difundido pela jaculat\u00f3ria \u201cmar sagrado\u201d. Dessa forma, do mesmo modo que n\u00e3o se podia poluir o mar, quando lan\u00e7ados, os rejeitos seriam devolvidos, relembrando sua capacidade de auto-purifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">As institui\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis pela difus\u00e3o da Marujada em terras brasileiras foram, salvo algumas exce\u00e7\u00f5es, as Irmandades dos Homens Pretos fundadas nos s\u00e9culos XVIII e XIX, associa\u00e7\u00f5es religiosas compostas por africanos e descendentes que difundiram os cultos a S\u00e3o Benedito, Santa Efig\u00eania e Nossa Senhora do Ros\u00e1rio. Isso \u00e9 exemplar em Bragan\u00e7a-PA, munic\u00edpio do nordeste paraense que conjuga praias, ilhas oce\u00e2nicas e rios. Conforme destacou Gisele Carvalho (2010), Bragan\u00e7a \u00e9 uma das cidades mais antigas da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, com coloniza\u00e7\u00e3o por franceses, espanh\u00f3is e portugueses. A cidade consistiu em um dos principais espa\u00e7os de recep\u00e7\u00e3o de africanos escravizados no s\u00e9culo XVIII e XIX. Atestam esse fato a exist\u00eancia da Igreja de S\u00e3o Benedito, a cria\u00e7\u00e3o da Irmandade do<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Glorioso S\u00e3o Benedito de Bragan\u00e7a em no s\u00e9culo XVIII e a secular realiza\u00e7\u00e3o da Marujada: \u201cmais especificamente no dia 3 de setembro de 1798, a pedido de 14 escravos, os senhores permitiram que fosse organizada a Irmandade da Marujada de S\u00e3o Benedito de Bragan\u00e7a. Em gratid\u00e3o \u00e0 gra\u00e7a alcan\u00e7ada, os escravos sa\u00edram \u00e0s ruas dan\u00e7ando em frente as casas dos seus senhores\u201d (CARVALHO, 2010, p. 79) Essas evolu\u00e7\u00f5es coreogr\u00e1ficas, em virtude do ex-voto pela cria\u00e7\u00e3o da irmandade, resultaram na Marujada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">O mito fundador da Marujada diz respeito \u00e0 promessa dos escravizados pela cria\u00e7\u00e3o da Irmandade de S\u00e3o Benedito. Todavia, consiste em estrat\u00e9gia de resist\u00eancia que os negros utilizaram para escamotear um conjunto de express\u00f5es culturais africanas em meio ao culto do santo negro cat\u00f3lico: \u201cO culto ao santo, a imagem de S\u00e3o Benedito, revestido de Cristianismo, era uma forma de manter e perdurar rituais. [&#8230;] Com a introdu\u00e7\u00e3o das dan\u00e7as, do ritmo dos tambores, das indument\u00e1rias, aflora uma sequ\u00eancia de mem\u00f3rias que permaneciam enterradas nos terreiros africanos e que ressurgem silenciosamente.\u201d (ALENCAR, 2014, p. 23)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Na verdade, \u00e9 nesse encontro de diferentes compassos que reside uma das riquezas da Marujada em meio \u00e0 floresta. Da peregrina\u00e7\u00e3o de promesseiros ao longo do ano em busca de recursos para a festividade do santo protetor \u2013 revivendo a pr\u00e1tica de esmolar t\u00e3o cara aos negros no Brasil Col\u00f4nia \u2013 passando pelas diferentes inser\u00e7\u00f5es na celebra\u00e7\u00e3o (prociss\u00e3o fluvial, missas, arraial, alvorada, levantamento de mastro, cavalhada etc.), o marco das celebra\u00e7\u00f5es a S\u00e3o Benedito consiste na Marujada. A esmola\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada por tr\u00eas comitivas (campon\u00eas, coloneiro e praiano) que percorrem a regi\u00e3o de abril a dezembro visando obter recursos para a festividade que ocorre entre 18 e 31 de dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">A Marujada de Bragan\u00e7a tem como singularidade o protagonismo feminino. Conforme destacaram Ester Correa e Edna Alencar (2015), existe uma ordem hier\u00e1rquica no folguedo: a capitoa, respons\u00e1vel pela organiza\u00e7\u00e3o e que possui cargo vital\u00edcio, geralmente a maruja mais idosa; a vice-capitoa, segunda na linha de comando; a cabe\u00e7a de linha, que inicia a dan\u00e7a de roda; as marujas, que exercem papel central na execu\u00e7\u00e3o das dan\u00e7as; e os marujos, que s\u00e3o acompanhantes na dan\u00e7a ou tocadores dos instrumentos (tambores, pandeiros, cu\u00edca, viola, cavaquinho, violino e rabeca).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">As coreografias evocam o movimento do mar, realizadas com os p\u00e9s descal\u00e7os a representar os escravizados penitentes. As marujas utilizam blusa branca rendada, saia vermelha rodada, fita vermelha a tiracolo e um chap\u00e9u com plumas de aves e fitas coloridas. Os marujos utilizam cal\u00e7a e camisa branca, chap\u00e9u de palha revestido com fita vermelha e flor vermelha em uma das abas. No dia de Natal, no lugar do vermelho, marujas e marujos utilizam o azul celeste em homenagem ao nascimento de Jesus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">A Marujada de Bragan\u00e7a foi registrada como Patrim\u00f4nio Imaterial do Par\u00e1, por meio de Lei Estadual n\u00ba 7.330\/2009. \u00c9 composta por um conjunto de dan\u00e7as fruto de readapta\u00e7\u00f5es \u201cque vem do al\u00e9m-mar, seja do rico sal\u00e3o europeu: a mazurca, a valsa, o xote e a contradan\u00e7a, seja dos terreiros de ch\u00e3o batido da \u00c1frica: o retumb\u00e3o, a roda, o chorado.\u201d (ALENCAR, 2014, p. 87) Segundo Gisele Carvalho (2010), a roda anuncia o in\u00edcio e o fim do folguedo, retomando o mito de origem de solicitar permiss\u00e3o para sua realiza\u00e7\u00e3o. \u00c9 dan\u00e7ada somente pelas marujas. O retumb\u00e3o \u00e9 a dan\u00e7a mais marcante, possui ritmo e compasso similiar ao lundum. O chorado \u00e9 uma varia\u00e7\u00e3o do retumb\u00e3o, em ritmo mais suave. A mazurca, a valsa e o xote foram incorporados posteriormente, consistem na reelabora\u00e7\u00e3o de dan\u00e7as de origem polonesa, austr\u00edaca e alem\u00e3 difundidas pelos portugueses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Na verdade, essa mescla de influ\u00eancias, apesar de evocar caracter\u00edsticas das dan\u00e7as europ\u00e9ias e africanas, contribuiu para o surgimento de express\u00f5es culturais singulares, mantidas em torno da devo\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Benedito. O movimento das ondas do Atl\u00e2ntico \u2013 entre as caravelas lusitanas e os navios negreiros \u2013 propiciou sua reinven\u00e7\u00e3o art\u00edstica em terra firme, em meio \u00e0 floresta amaz\u00f4nica. Em Bragan\u00e7a, os negros e as mulheres assumiram o tim\u00e3o, cujo leme \u00e9 o santo siciliano descendente de escravos oriundos da Eti\u00f3pia. Santo que anualmente navega em prociss\u00e3o pelo rio Caet\u00e9 e nos (com) passos de seus devotos-marujos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">___<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><em>Clovis Britto \u00e9 professor e pesquisador da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Refer\u00eancias<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">ALENCAR, Larissa Fontinele de. No rastro dos \u201cp\u00e9s descal\u00e7os\u201d: da Marujada \u00e0 narrativa liter\u00e1ria. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Linguagens e Saberes na Amaz\u00f4nia), Universidade Federal do Par\u00e1, 2014.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"has-small-font-size wp-block-heading\"><strong>CARVALHO, Gisele Maria de Oliveira. A festa do \u201csanto preto\u201d: tradi\u00e7\u00e3o e percep\u00e7\u00e3o da Marujada Bragantina. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Desenvolvimento Sustent\u00e1vel), Universidade de Bras\u00edlia, 2010.<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<h3 class=\"has-small-font-size wp-block-heading\"><strong>CORREA, Ester Paix\u00e3o; ALENCAR, Edna Ferreira. Rito e devo\u00e7\u00e3o entre as mulheres marujas na Festa de S\u00e3o Benedito, Bragan\u00e7a-PA. V Reuni\u00e3o Equatorial de Antropologia e XIV Reuni\u00e3o de Antrop\u00f3logos do Norte e Nordeste, Macei\u00f3, 2015.<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<h3 class=\"has-small-font-size wp-block-heading\"><strong>MADEIRA, Ang\u00e9lica. Livro dos naufr\u00e1gios: ensaio sobre a hist\u00f3ria tr\u00e1gico-mar\u00edtima. Bras\u00edlia: Editora da UnB, 2005.<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">PIRES, Josias. Dramas do mar: mem\u00f3rias das grandes navega\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas nas Chegan\u00e7as de Marujos ou Marujadas. Revista da Bahia, Salvador, v. 1, p. 73-80, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><a href=\"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/blog-1\/hashtags\/clovisbrito\/\">#clovisbrito<\/a><a href=\"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/blog-1\/hashtags\/marujada\/\"> #marujada<\/a><a href=\"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/blog-1\/hashtags\/bragan\u00e7a\/\"> #bragan\u00e7a<\/a><a href=\"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/blog-1\/hashtags\/par\u00e1\/\"> #par\u00e1<\/a><a href=\"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/blog-1\/hashtags\/brasil\/\"> #brasil<\/a><a href=\"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/blog-1\/hashtags\/s\u00e3obenedito\/\"> #s\u00e3obenedito<\/a><a href=\"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/blog-1\/hashtags\/santopreto\/\"> #santopreto<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>16 de mar. de 2017 \u201cVou fazer uma can\u00e7\u00e3o em louvor ao santo preto Canta, povo bragantino: bendito, oh! Bendito. Quando chegar dezembro Qual \u00e9 o santo que est\u00e1 no andor? \u00c9 S\u00e3o Benedito com Nosso Senhor.\u201d Arraial do Pavulagem \u201cNavegar \u00e9 preciso, viver n\u00e3o \u00e9 preciso\u201d. Essa frase emblem\u00e1tica utilizada pelo general romano Pompeu, [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"content-type":"","inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Viva S\u00e3o Benedito! Os (com) passos da marujada amaz\u00f4nica - Filhos da Terra - Diversidade e Cultura<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Viva S\u00e3o Benedito! Os (com) passos da marujada amaz\u00f4nica - Filhos da Terra - Diversidade e Cultura\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"16 de mar. de 2017 \u201cVou fazer uma can\u00e7\u00e3o em louvor ao santo preto Canta, povo bragantino: bendito, oh! Bendito. Quando chegar dezembro Qual \u00e9 o santo que est\u00e1 no andor? \u00c9 S\u00e3o Benedito com Nosso Senhor.\u201d Arraial do Pavulagem \u201cNavegar \u00e9 preciso, viver n\u00e3o \u00e9 preciso\u201d. Essa frase emblem\u00e1tica utilizada pelo general romano Pompeu, [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Filhos da Terra - Diversidade e Cultura\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2022-09-21T17:38:57+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2022-09-21T18:55:47+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/filhosdaterra.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/placeholder.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1200\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"675\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"editor@\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"editor@\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"8 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/\"},\"author\":{\"name\":\"editor@\",\"@id\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/#\/schema\/person\/8d05d45ba91354cc38ecfc05c089c6d0\"},\"headline\":\"Viva S\u00e3o Benedito! Os (com) passos da marujada amaz\u00f4nica\",\"datePublished\":\"2022-09-21T17:38:57+00:00\",\"dateModified\":\"2022-09-21T18:55:47+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/\"},\"wordCount\":1579,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/#organization\"},\"articleSection\":[\"Blog\"],\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/filhosdaterra.org\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/\",\"url\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/\",\"name\":\"Viva S\u00e3o Benedito! Os (com) passos da marujada amaz\u00f4nica - Filhos da Terra - Diversidade e Cultura\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/#website\"},\"datePublished\":\"2022-09-21T17:38:57+00:00\",\"dateModified\":\"2022-09-21T18:55:47+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/filhosdaterra.org\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Viva S\u00e3o Benedito! Os (com) passos da marujada amaz\u00f4nica\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/#website\",\"url\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/\",\"name\":\"Filhos da Terra - Diversidade e Cultura\",\"description\":\"O projeto busca documentar e mostrar ao Brasil quem \u00e9 o povo brasileiro, como s\u00e3o suas festas e celebra\u00e7\u00f5es.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/#organization\",\"name\":\"Filhos da Terra - Diversidade e Cultura\",\"url\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/logo-filhos-da-terra.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/logo-filhos-da-terra.png\",\"width\":600,\"height\":517,\"caption\":\"Filhos da Terra - Diversidade e Cultura\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/#\/schema\/logo\/image\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/#\/schema\/person\/8d05d45ba91354cc38ecfc05c089c6d0\",\"name\":\"editor@\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/f0ab3a18c92e84114ff42cb50aede4cc?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/f0ab3a18c92e84114ff42cb50aede4cc?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"editor@\"},\"url\":\"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/author\/editor\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Viva S\u00e3o Benedito! Os (com) passos da marujada amaz\u00f4nica - Filhos da Terra - Diversidade e Cultura","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/","og_locale":"en_US","og_type":"article","og_title":"Viva S\u00e3o Benedito! Os (com) passos da marujada amaz\u00f4nica - Filhos da Terra - Diversidade e Cultura","og_description":"16 de mar. de 2017 \u201cVou fazer uma can\u00e7\u00e3o em louvor ao santo preto Canta, povo bragantino: bendito, oh! Bendito. Quando chegar dezembro Qual \u00e9 o santo que est\u00e1 no andor? \u00c9 S\u00e3o Benedito com Nosso Senhor.\u201d Arraial do Pavulagem \u201cNavegar \u00e9 preciso, viver n\u00e3o \u00e9 preciso\u201d. Essa frase emblem\u00e1tica utilizada pelo general romano Pompeu, [&hellip;]","og_url":"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/","og_site_name":"Filhos da Terra - Diversidade e Cultura","article_published_time":"2022-09-21T17:38:57+00:00","article_modified_time":"2022-09-21T18:55:47+00:00","og_image":[{"width":1200,"height":675,"url":"https:\/\/filhosdaterra.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/placeholder.png","type":"image\/png"}],"author":"editor@","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Written by":"editor@","Est. reading time":"8 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/filhosdaterra.org\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/filhosdaterra.org\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/"},"author":{"name":"editor@","@id":"https:\/\/filhosdaterra.org\/#\/schema\/person\/8d05d45ba91354cc38ecfc05c089c6d0"},"headline":"Viva S\u00e3o Benedito! Os (com) passos da marujada amaz\u00f4nica","datePublished":"2022-09-21T17:38:57+00:00","dateModified":"2022-09-21T18:55:47+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/filhosdaterra.org\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/"},"wordCount":1579,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/filhosdaterra.org\/#organization"},"articleSection":["Blog"],"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/filhosdaterra.org\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/filhosdaterra.org\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/","url":"https:\/\/filhosdaterra.org\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/","name":"Viva S\u00e3o Benedito! Os (com) passos da marujada amaz\u00f4nica - Filhos da Terra - Diversidade e Cultura","isPartOf":{"@id":"https:\/\/filhosdaterra.org\/#website"},"datePublished":"2022-09-21T17:38:57+00:00","dateModified":"2022-09-21T18:55:47+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/filhosdaterra.org\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/filhosdaterra.org\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/filhosdaterra.org\/viva-sao-benedito-os-com-passos-da-marujada-amazonica\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/filhosdaterra.org\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Viva S\u00e3o Benedito! Os (com) passos da marujada amaz\u00f4nica"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/filhosdaterra.org\/#website","url":"https:\/\/filhosdaterra.org\/","name":"Filhos da Terra - Diversidade e Cultura","description":"O projeto busca documentar e mostrar ao Brasil quem \u00e9 o povo brasileiro, como s\u00e3o suas festas e celebra\u00e7\u00f5es.","publisher":{"@id":"https:\/\/filhosdaterra.org\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/filhosdaterra.org\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/filhosdaterra.org\/#organization","name":"Filhos da Terra - Diversidade e Cultura","url":"https:\/\/filhosdaterra.org\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/filhosdaterra.org\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/filhosdaterra.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/logo-filhos-da-terra.png","contentUrl":"https:\/\/filhosdaterra.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/logo-filhos-da-terra.png","width":600,"height":517,"caption":"Filhos da Terra - Diversidade e Cultura"},"image":{"@id":"https:\/\/filhosdaterra.org\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/filhosdaterra.org\/#\/schema\/person\/8d05d45ba91354cc38ecfc05c089c6d0","name":"editor@","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/filhosdaterra.org\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/f0ab3a18c92e84114ff42cb50aede4cc?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/f0ab3a18c92e84114ff42cb50aede4cc?s=96&d=mm&r=g","caption":"editor@"},"url":"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/author\/editor\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/467"}],"collection":[{"href":"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=467"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/467\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":468,"href":"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/467\/revisions\/468"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=467"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=467"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/filhosdaterra.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=467"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}